domingo, 13 de fevereiro de 2011

O BBB e a pós-modernidade - Parte 3: A Relativização de Valores

Alemão ficou com Fani e se envolveu com Iris,
mesmo assim levou o prêmio

Nós vivemos em um mundo onde não há nada que se faça que possa ser considerado absolutamente certo ou errado. Esse relativismo é uma das características do pensamento pós-moderno. Segundo Nietzsche, valores como o bem e a verdade não são absolutos, eternos, universais ou imutáveis; ao contrário, são socialmente e historicamente construídos e, portanto, tão contingentes quanto a vida humana.

A relativização de valores não esteve presente no Big Brother Brasil desde o início. Nas primeiras edições, era visível o paradoxo bem x mal. Logo nas primeiras semanas o perfil dos participantes era delineado e dificilmente passava por mudanças ao longo do jogo (até porque havia a ajuda da edição tendenciosa do programa): mocinhos continuavam mocinhos e os “malfeitores” eram eliminados com altos índices de rejeição. Uma das edições em que esse dualismo se apresentou de forma mais forte foi o BBB 5, de um lado a turma do homossexual que afirmava sofrer preconceito e do outro a turma do médico Rogério, eliminado com 92% dos votos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O BBB e a pós-modernidade - Parte 2: A Estetização da Vida

Featherstone explica que a "estetização da vida cotidiana" é alimentada pelo consumo e pela mídia, onde o culto à imagem e à beleza impera. Nesse sentido, há uma preponderância dos valores de ordem estética sobre os demais valores culturais e a sedução e a fantasia ganham cada vez mais força.

No Big Brother Brasil, o culto à imagem e à beleza é evidente e se intensifica a cada edição. A começar pela casa espetacular: enorme, bem decorada, com piscina, jardim, academia, cozinha muito bem equipada, enfim, o sonho de consumo de grande parte das pessoas que assiste ao programa. As festas também estão envoltas de beleza e sedução, seja pela decoração, roupas enviadas aos brothers, música ou comidas.